segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Parabéns com Smash

Olá,

Hoje eu faço 30 anos (#medo) e para marcar a data semana passada eu fiz uma página do meu smash comemorativa. Foi uma noite ótima no Espaço Craft fazendo smash com as amigas.



Achei este texto no site Sobre a Vida que retrata meus 30.

Beijos


Mulheres de 30 anos

As mulheres são deslumbrantes por essência. Leves e loucas. Vivas e afiadas. Fascinantes e cortantes.
Mas há um tipo de mulher que me chama especialmente a curiosidade nos últimos tempos: a mulher de 30 anos. Talvez um pouco mais ou um pouco menos.
Noto um suave desespero misturado com euforia nesse tipo de mulher. Sim, estou generalizando, antes que me acusem. Se você não está, sorria, fique em paz e siga em frente.
Falo com aquelas que entenderam o que eu estou tentando dizer.
O frio na espinha que desce pelo corpo ano após ano aumenta.
Ela fez algumas escolhas importantes na vida e agora está repensando seriamente o que realmente vai querer dali para frente.
Mas começa a achar que não é tão novinha quanto achava ser e não é tão sábia quanto gostaria. Continua dando cabeça, mas com menos frequência e intensidade. É a crise dos 30.
Se casou jovem fica repensando a vida que tem. As amigas solteiras e baladeiras causam uma inveja que ela própria não assume. Olha para o lado e vê seu marido suavemente autocentrado e preso em seu trabalho. O tesão de antigamente já não rola intenso. Se já teve filhos aquele desgosto aumenta. Olha aquelas crianças que tanto ama pela casa, não se arrepende de nada, mas outro lado seu respira profundamente e questiona o tipo de vida que tem levado. Oscila entre apatia e esperança.
As solteiras estão confusas com a vida que levam. Escolheram mil parceiros em potencial, mas não sabem exatamente quem escolher e qual o critério. Olham as amigas casadas e suspiram fundo pensando “o que será que há de errado comigo?”. Atingiram certa independência financeira e social, e a ideia de maternidade começa a tocar como um alarme. Tem muitas opções, mas sente que está num labirinto emocional. Ela começa a se sentir envergonhada de conviver com amigos e colegas mais jovens. Parece que tem que dar explicações de sua própria idade e do porquê não casou e teve filhos.
É uma fase de intensidade, ela já consegue saber (com relativa segurança) quem é, o que quer da vida e onde quer chegar. Apesar de questionar se isso é profundo ou superficial consegue dar conta do recado.
Em essência é uma mulher que se sente como um turbilhão de possibilidades. Nenhuma parece clara, mas ela anseia fortemente que chegue o dia que o horizonte seja nítido para ela seguir adiante sem tanta angústia.
Enquanto isso ela desfruta daquele sabedoria sapeca que só a mulher de 30 e poucos tem.


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